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LEMBRANÇAS!

 

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Sentada no banco da praça na minha cidade natal, o tempo passa sem pressa para que eu possa enxergar novos horizontes num viajar incessante. Pensamentos atravessam o mundo, e ainda estou aqui, sob o sol escaldante, procurando nem que seja por um instante a sombra de uma árvore. Por que procurar novos horizontes? Por que não ficar por aqui? Difícil responder tantas indagações, se tenho dentro de mim a vontade de descobrir o que a mente alcança, e a visão curiosa que é, não deixa minha alma na calma.

Minha cidade natal é bela, um povo carinhoso igual a todos os mineiros. Sair caminhando pelo mundo, e carregar tudo que aqui vejo nos ombros será impossível, mas nada impede de ter no coração o caminho que me leva de volta a minha região, pois amor verdadeiro permanece entre a mente e o antigo Arraial Santana do Sapucaí, conhecida como Silvianópolis quando nasci.

Uns e outros podem até falar: _ “amor verdadeiro, e você quer ir embora daqui?”. O mundo é grande demais para permanecer somente por aqui. Minha cidade natal, e eu temos uma história, o que compartilhamos nos anos que aqui permaneci, nunca mais sairá da minha memória.  Amor verdadeiro é o respeito que tenho por esse lugar, o jeito que explico como aqui chegar, pois percorro este caminho a algum tempo.

Falando em tempo, ele passou, e dei calma a minha alma, saindo pelo mundo afora, conheci alguns lugares que viviam na minha mente viajante, mas não esqueci nem um instante do Lago do Bandeirantes, do alto do morro, das montanhas verdejantes, das ruas de paralelepípedos que sobem, descem, e fortalecem as pernas melhor que qualquer exercício realizado constante.

Também casei! E apresentei a família que formei, as lembranças, as músicas, as festas, a fé, a coragem, o começo, a vida que guardo entre a mente e o coração, o paraíso que volta sempre na memória, onde vou buscar algumas histórias, criar outras, e apresentar ao mundo as Minas Gerais, onde está localizada a singela, a bela cidade natal, a princesinha Silvianópolis, pra mim já é rainha de um povo nobre, hospitaleiro, chamado mineiro.

**** Uma singela homenagem a minha cidade natal!

 

 

 

 

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É NATAL!

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Passando pelas ruas já se nota pessoas impacientes esperando por uma vaga para estacionar o carro, lojas lotadas, brilhos espalhados por todos os lados nos enfeites. Algumas pessoas observam as vitrines, outras carregam vários presentes, fico imaginando quem vai ganhar tais presentes merece mesmo este sacrifício, ou não? Isso realmente é o verdadeiro espírito de natal? Não é o que espero. De repente fui despertada dos meus pensamentos com o som de uma buzina de carro, ficar procurando uma vaga para estacionar é uma má ideia, como eu queria uma vaga nesse momento.

Conforme os carros iam se movimentando lentamente pelas ruas, eu os seguia como num cortejo, com o carro quase parando, você fica a observar as outras pessoas nessa incessante procura. Lá na frente um menino que não tinha dez anos, sorria para todos, e indicava onde colocar seus carros nas vagas que surgiam. Enquanto uma nuvem escura pausava em cima de todos, aquele menino sorria, ele não deveria estar ali, é somente uma criança, tinha que estar entre crianças da sua idade brincando, admirando os enfeites, esperando por um presente, mas ele estava ali, sorrindo. Acenava para um, ganhava uma gorjeta de outro, e sorria, fazendo as pessoas sorrirem, conversarem entre si, trocar receitas para fazer na ceia de natal. A mudança foi geral por toda esfera de carros espalhados pelas ruas, não se ouvia mais buzinadas, nem gritos, nem palavrões, o que se via naquele instante era uma vontade de abraçar, conversar, sorrir, estava muito legal ficar esperando por uma vaga, e observando o cenário ao meu redor.

Foi então que ele chegou até mim, indicou uma vaga, e sorriu. Sai do carro, não vi mais o menino. Ele estava bem longe indicando mais uma vaga para outra pessoa, e sorrindo.  Segui pelas ruas observando os enfeites com outros olhos, desejando um feliz natal com mais ênfase as pessoas, com uma vontade imensa de estar com a família, de comprar presentes, e vê-los felizes como eu estava.  E foi assim que descobri o verdadeiro espírito de natal, mais uma vez através de um menino, com o seu sorriso conseguiu me mostrar, porque na vida continuar nesse sentido a caminhar.

A PRIMEIRA VEZ QUE VI DEUS!

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Quantas pessoas possuem o desejo de alcançar Deus? As vezes se sentem bloqueadas, e não conseguem seguir o caminho que leva até Ele. Indagações surgem na mente a todo tempo. Qual o tamanho de Deus? Consigo vê-lo daqui? A vida passa, e continua questionando sem saber as respostas.

Eu vi Deus assim que abri meus olhos, e deparei com seu olhar.

Eu vi Deus quando minhas pequenas mãos tocaram a sua.

Eu vi Deus a primeira vez que me alimentou.

Eu vi Deus quando seus lábios minha face tocou.

Ver Deus é um hábito que você me ensinou.

Ver Deus é o primeiro ato do meu despertar.

Ver Deus é a gratidão no coração a me direcionar.

Ver Deus é a oração que faço no nosso conversar.

Mostrei Deus quando meu ventre foi iluminado com um bebê ainda recém-formado.

Mostrei Deus quando um novo ciclo começou.

Mostrei Deus quando meus olhos com o seu deparou.

Mostrei Deus quando minhas mãos a sua pegou.

Mostrei Deus a primeira vez que do meu leite você tomou.

Mostrei Deus quando meus lábios na sua face esbarrou.

Deus está a cada dia a nos ensinar.

Deus está quando quer nos acordar.

Deus está a nos guiar.

Deus está no nosso falar.

Deus está, estará sempre que um novo ciclo recomeçar.

Então, por favor para de indagar, e começa com Ele a se encontrar.

A cada manhã quando Ele quiser lhe acordar.

No seu ventre soprar.

E você se por a ensinar.

O novo Ser que para Ele vai voltar.

Sem antes aqui deixar o legado para o seu Reino não findar.