Destaque

Brigadeiros e uma, duas ou três xícaras de chocolate quente.

Olhou aquele objeto de longe, sentiu o cheiro de doce no ar,
seguiu o cheiro, e finalmente estendeu a mão para pegar a colher.
— Tão denso. Parece uma lama, mas sem aquele cheiro
peculiar de lama. Sempre brinquei de lama na infância. Você também
brincava com lama, mãe?
Ela olhou com a sobrancelha esquerda erguida, pegou a colher
da sua mão, encheu com o brigadeiro e a entregou de volta.
— O que você quer saber?
A resposta veio até a ponta da língua, mas estava ocupada
demais naquele momento, saboreando a deliciosa lama marrom, que na
verdade era o brigadeiro.
— A lama era o que tínhamos para brincar, meus irmãos e eu.
Também imaginava uma situação inversa da sua, filha. A lama era a
panela de brigadeiro que não existia, não tinha dinheiro para tamanho
luxo na época.
O doce por algum tempo perdeu o sabor dentro da boca. A
vontade dela era voltar no tempo e levar uma panela cheia de
brigadeiro para aquela criança, que hoje é a sua mãe.
— Ensina?
— O quê? Hein, filha?
— Fazer brigadeiro.
O brigadeiro dela era delicioso. Mas ela queria aprender a fazer
o seu brigadeiro, para adoçar a vida da sua mãe com chocolate e amor.
— Para que serve o brigadeiro?
— Engordar.
— Depende, mãe. Pra mim é bolinha ou colherada de
chocolate para adoçar a alma, porque ele não representa dor dentro de
mim, nunca me faltou brigadeiro, nem chocolate na vida. Pra você tem
outro sentido, e até outro sabor. Sabor amargo, mas não é o amargo
75% ou 100% cacau, é o amargo de ruim, o amargo de dor.

— Então eu decido. Este brigadeiro só serve para me
engordar. Mas senão recordo a falta no passado, pra que serve o
brigadeiro?
Deixou a colher cair em cima do fogão, e olhou pra sua filha.
— Já disse. Para adoçar a alma. Fiquei sabendo que os
anjinhos lá no céu fazem grandes quantidades de brigadeiro todos os
dias, e quando a noite chega jogam todos os brigadeiros para a terra,
com isso pretendem adoçar a vida das pessoas. Acho que você está
precisando receber mais brigadeiros.
Sorriu para a sua mãe e esperou a reação dela.
— Cuidado, você!
— Com o quê, mãe?
— Com os brigadeiros que os anjos jogam lá do céu, fica
esperando pelos mesmos, e de repente o anjo deixa escapar a panela, o
restante você já sabe.
Gargalharam muito, juntas.
— Não adianta querer te alegrar, né, mãe? A vida só tem
sentido se coloco sentido nela, seja viajando, trabalhando, e até
fazendo um simples brigadeiro. Olhar para a vida sem sentido perde o
brilho, o vigor, o amor. Até parece que você não me ama?
— Adianta falar que amo?
— Sei que me ama.
Deu um forte abraço na sua mãe, aquele abraço que parece
não ter fim.
— Perdoa?
— Perdoar o quê, mãe? Só toma cuidado, e não é com a
panela de brigadeiro que pode cair em sua cabeça, e sim com os anjos.
Eles podem contar pra Deus da sua rispidez.
— Os anjos são fofoqueiros?
— Não. Eles são mensageiros de Deus. E Deus quer que o
amor se espalhe, então os anjos acharam esse o melhor jeito para
espalhar o amor, sem falhas. Pois o amor e o chocolate estão
sintonizados, conectados. Nunca reparou que em quase todas as
comemorações se presenteia com chocolate?

— Quando eu era criança, ninguém me ensinou sobre o amor,
estavam ocupados demais.
— Nossa! O brigadeiro endureceu na panela, mãe. Coloca a
panela no fogo para derretê-lo. Quando eu era criança comia terra, não
era por falta de chocolate, porque eu era criança, criança é inocente,
arteira. Já pensou nisso, mãe?
Ela sorriu.
— Filha, filha! Vem ver o brigadeiro derretendo, agora está
parecendo a lama marrom, com cheiro bom e o sabor deve estar
delicioso. Sabor chocolate que adoça a alma.
Hipnotizada pelo brigadeiro borbulhando na panela, a mãe
dela mexia sem parar, parecia brincar na lama da sua infância. Agora, se
divertia mais do que naquele tempo, onde faltava tudo, principalmente
a oportunidade de ser criança com brinquedos, magia, bonecas e
chocolate. Brincava de lama, lama suja, às vezes perigosa para a saúde.
— Olha a fumaça subindo, você vai tirar a panela do fogo,
mãe?
— Acho que sim.
— Espera um pouco, por favor. Vou enviar um recado para
os anjos, quero que eles falem para Deus curar a senhora da dureza no
coração.
— O quê?
Com a cara de brava, a mãe dela tirou a panela de brigadeiro
do fogo, despejou numa travessa de vidro, e deixou o mesmo esfriar
um pouco.
— Por que você faz isso, filha?
— O que estou fazendo, mãe?
— Você sabe que não tem cura, que vou tomar remédio o
restante de vida que Deus me conceder.
— Ah, mãe! Você é chata. Não esperou o meu recado chegar
lá no céu, e tirou a panela de brigadeiro do fogo.
— E daí?
— Daí nada. Sei que você toma remédios para o coração, só
queria pedir pra Deus mais alegria em sua vida, tipo essa que estamos
vivendo agora. Mãe e filha nesse momento brigadeiro de lama, ou seria

lama de brigadeiro? Parece que eu fazia você mais feliz quando, era
criança. Por que os pais perdem a alegria com os filhos, a partir do
momento em que eles estão crescendo?
Ela baixou a cabeça, e começou a fazer bolinhas de brigadeiro
sem parar.
— Tenho medo de te perder, por isso queria enviar o recado
pra Deus.
Seus olhos encheram com lágrimas, ela parou e ficou olhando
para cima.
— Preciso pedir para a Nice limpar o teto, está sujo, cheio de
teias de aranha.
— Mãe! Vamos comer brigadeiro? Sem medo de engordar,
prontas para receber a doçura do chocolate na alma?
— Podemos.
— Onde está o granulado?
— Acabou. Vamos comer sem granulado mesmo?
— Não, mãe. Pode deixar que eu compro o granulado.
— Então pega o dinheiro na minha carteira, em cima da
estante da sala.
Na estante da sala havia vários porta-retratos, ficou ali por um
bom tempo, admirando todas as fotos. As fotos que eram histórias
registradas, onde ela tinha vontade de entrar e reviver todos aqueles
lindos momentos. Sentiu um perfume no ar, um suave e doce perfume,
conhecia aquele cheiro, era o cheiro da sua mãe. Virou e lá estava ela a
observá-la.
— E o granulado?
Saiu devagarinho em direção à porta e enviou um beijo para
sua mãe, através de um sopro que passou pela sua mão como se fosse
uma ponte. Após algum tempo na rua, voltou com o granulado dentro
de uma sacolinha plástica de supermercado. Entrou com seu passo
pisando em nuvens, sem barulho.
— Mãe, onde você está?
— Aqui no quarto, filha. Resolvi ler um pouco, enquanto a
esperava.

Fechou o livro, levantou da sua poltrona macia, pegou a
sacolinha de plástico da mão de sua filha, e disse:
— Quantas vezes já pedi para não trazer sacola de plástico do
supermercado?
— Milhões de vezes, mãe.
— Por que continua trazendo?
— Esqueci. Vamos terminar de fazer os brigadeiros?
— Sim.
Elas partiram em direção à cozinha abraçadas, com as mãos
no ombro uma da outra. E se o tempo parasse naquele momento, seria
a foto mais bela que colocaria em um porta-retratos. Mas o tempo não
para, ele corre, sem ao menos dar pausas, mas a mente registra todos
os momentos, e guarda-os numa caixinha chamada coração. Quando
quer reviver os momentos pede a chave para a alma, que sempre
adoçada com chocolate e amor, não recusa a emprestá-la.
— Os dias estão frios demais. Mal chegou o inverno e está
insuportável sair na rua. Mãe, faz um chá para nos aquecer? Tem
biscoitos?
— Nós vamos comer brigadeiros. Pode deixar que faço um
chá bem delicioso, com biscoitos e brigadeiros.
— Melhor. Faz chocolate quente, combina mais com
brigadeiros.
— Sim, senhorita. Faço chocolate quente, com biscoitos e
brigadeiros. Os pais não perdem a alegria de viver com os filhos
porque estão crescendo, pelo contrário, a alegria de viver aumenta ao
vê-los assim. Mas precisamos passar ensinamentos, então parece que
somos rígidos demais. Só queremos que os filhos apreciem o nosso
esforço, as dificuldades de viver, e ganhem experiência para a vida.
— Estou com muito sono, acho que é por causa do frio. Vou
tomar esse chocolate quente e tirar um cochilo.
Levou as mãos à boca e bocejou, comeu um brigadeiro,
esquivou-se do assunto, pois a visão de mundo era bem diferente da
visão de sua mãe, novos tempos, nova era, evolução. A vida tem lá
suas dificuldades, mas não precisa ser dura como ferro, passar por
dificuldades não era sofrimento na visão dela, e sim crescimento.

— Mãe. O chocolate quente está pronto?
— Sim, filha.
— Vou tomar uma xícara de chocolate quente.
Pegou a xícara, encheu com chocolate quente até a borda, e
sentou novamente. Tomava o chocolate quente, comia brigadeiro,
engolia biscoitos, não sei se era fome ou por pura gulodice, pois
levantou e encheu novamente sua xícara com chocolate quente.
— Hei, mocinha! Não vai me esperar?
— Sim. Estou lhe esperando, mãe. Mas isso não me impede
de esperar você tomando algumas xícaras de chocolate quente, não é
mesmo?
Ela sorriu.
— Será que vai sobrar uma xícara de chocolate quente pra
mim? E alguns brigadeiros e biscoitos? Eu aprendi a amar, ou
verdadeiramente sobre o amor quando você nasceu, filha. Descobri
que antes de você eu tinha um relacionamento amplo com o amor, a
partir do momento que recebi você em meu ventre tudo mudou, e
você veio ao mundo trazendo a profundidade desse amor, amor
incondicional, amor puro e verdadeiro. Gratidão a Deus por essa
bênção em minha vida, gratidão a você, filha amada, que todos os dias
me ensina a mergulhar sem medo no amor.
Uma grande pausa aconteceu naquele ambiente, as duas
ficaram tomando chocolate quente, comendo brigadeiros e biscoitos.
— Mãe, vou explodir.
E gargalhou.
— Simples né, filha. Stop! Pare de comer e beber.
Deram risadas.
— Qual livro a senhora está lendo?
— Um livro de autoajuda. Preciso me conhecer melhor, me
amar, me respeitar, e não pense que isso é egoísmo.
— Não estou pensando. A senhora que colocou palavras na
minha boca. Que tal deitarmos na sua cama com um cobertor bem
quentinho? Ele vai nos aquecer desse friozinho, aí a senhora lê alguns
capítulos do livro para mim, igualzinho quando eu era criança.
— Podemos.

Aquela tarde de inverno estava de bater o queixo de tanto frio.
Após alguns brigadeiros, e uma, duas, três xícaras de chocolate quente,
acompanhadas de biscoitos com muita manteiga, mãe e filha
resolveram ficar deitadas debaixo de um cobertor bem quentinho.
— Filha, a coberta é para dividir. Você a enrolou toda debaixo
do seu corpo.
E sorriu.
— Desculpas. Pensei que ia pegar uma só pra senhora. Faz
tempo que está lendo este livro? Nunca vi o mesmo por aqui?
— Ele estava guardado em uma gaveta. Outro dia fui ao
centro da cidade, passando perto de uma livraria, gostei da capa e o
comprei. Hoje, depois da nossa conversa sobre a minha rispidez,
minha falta de felicidade na vida, resolvi começar a ler.
Naquele instante ela percebeu que sua mãe queria mudar a
maneira de pensar, talvez evoluir ou ter uma mente feliz, que passasse
por tristezas e preocupações, sabendo sorrir e cantar, também. Ela
tinha plena consciência de que a vida apresentava fases obrigatórias,
pelas quais todos passavam para chegar ao amadurecimento, e o
envelhecer era opcional.
— Finalmente, a senhora encontrou o livro mágico. Tenho
certeza de que na metade dele vai voltar a brincar mesmo nessa fase
madura que se encontra na vida, o importante é sempre dar
oportunidade à mudança. Temos que rir mãezinha, e encontrar o bom
humor todos os dias.
— Será, filha?
— Temos quer ter ideais na vida, mãe. Nós envelhecemos e
morremos se deixarmos de lado nossos ideais. Não deixe o passado
afetar sua vida, foque no presente, na família linda que formou, nas
bênçãos que recebeu, seja grata. O passado não pertence mais a você.
Quando recordar a dor do passado, foque nos brigadeiros de chocolate
que os anjos toda noite jogam lá do céu, garanto que rapidinho sua
alma vai ficar doce o suficiente para esquecer a dor, e focar no amor.
Agora, que tal começar a ler o livro em voz alta? Também quero
conhecer o conteúdo dele.

Sua mãe começou a ler o livro em voz alta para ela ouvir a
história, também. Ela aconchegou-se no ombro de sua mãe, puxou a
coberta para aquecer seus braços, e logo adormeceu.
A mãe aproveitou que sua filha dormia, ajeitou a mesma na
cama e foi em direção à janela, pois a noite já havia chegado e o céu
estava repleto de estrelas. Olhou para o alto, como se estivesse
esperando algo cair de lá. De repente, alguém entrelaçou os braços em
sua cintura, abrindo as mãos segurando um brigadeiro. Era a sua filha.

LILIAN DE CASTRO.

Este conto encontra-se publicado em uma das antologias da editora Jogo de Palavras:

DOÇARIA CRISTAL.

 

NATURALMENTE.

Naturalmente.

Você é o amor da vida de alguém.

Você não tem alguém.

Você está com alguém.

Você não possui alguém.

Você se relaciona com alguém.

Você não perde alguém que não é, não foi e nunca será seu.

Você ama alguém.

Você deixa livre alguém.

Alguém permanece por vontade própria.

Alguém fica ao lado.

Alguém ganha um espaço no coração de outro alguém.

Alguém é, alguém foi e alguém sempre será.

Quando algo no mundo tem que ser realizado por

Você + Alguém.

Na vida tudo tem um propósito, e não por obra do acaso.

 

 

PRESENTE DE DEUS!

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Gratidão por seu olhar sempre me dizer que vale a pena.

Gratidão por segurar na minha mão e humanamente me direcionar pelo melhor caminho.

Gratidão pelos seus pequenos gestos, que colocaram em meu coração a certeza que ser Mãe é: Não estar sozinha.

Gratidão a Deus por me presentear você e a maior riqueza no mundo, a maternidade.

FELIZ DIA DAS MÃES.

 

ENERGIA VITAL

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Energia Vital!

                                                

Deitada numa grama verdinha, a primeira visão que tenho é a do Alto. De lá vem uma luz que ilumina, transforma e direciona. Se aqui continuar deitada, nada acontece, por isso preciso de uma ação, a de levantar e caminhar na longa estrada chamada vida. Abraço com toda força esse presente que vem do Alto e sigo em frente.

Não tenho a real ideia do que vai acontecer, não sei se vou dar conta, o desânimo pode me afrontar, me enfraquecer. Então paro, respiro e me recomponho na força daquela luz que emana energia. Preciso deixar a mesma agir em mim, pois é através dela que venço um dia após o outro, o meu ir, o meu agir, o acontecer, o viver.

Quando deixo a luz tomar conta de verdade do meu coração, vai verdadeiramente preencher a minha alma, vai me transformar. Independentemente do que vou encontrar logo ali na frente não é com fantasias e ilusões que vou enfrentar, e sim com a força que habita em mim.

De repente, uma nuvem cobre a luz que me fortalece. Sinto-me inquieta, frágil, enganada. A escuridão ofuscou a minha visão. O que de bom pode vir para eu não parar, para não deitar novamente, e não mais me levantar? Não posso acreditar nessa máscara que falsamente envolveu a luz, porque a essência está em mim. Essa passageira escuridão não vai me confundir, pois estou blindada, e preciso continuar na missão.

A missão acontece todos os dias, cada vez que tenho novamente a gratidão de abrir os olhos, enxergar o Alto, esteja brilhando ou ofuscado com alguma nuvem. A luz já está em mim, então levanto e vou ao encontro do que vim fazer, viver plenamente.

DO CORAÇÃO PARTIDO.

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Sentada  na escada da varanda da sua casa, recebendo a luz do sol que vinha do Alto trazendo a brisa da manhã, chegava a vida. Ela trajava uma camisola de seda cor de sangue, cor do amor, vermelho paixão. A seda esparramada cobria o chão, e ela pensava de onde vinha a cor do sangue? De quem foi a ideia de tingir o tecido dessa cor? De alguém apaixonado?

Assombrada com seus pensamentos voltou seu olhar para uma roseira, rosas vermelhas, aveludadas, vibrantes. Envolvida por seus pensamentos aproximou-se da roseira, pois uma única rosa  lhe chamou a atenção e quando foi tocá-la, um espinho espetou seu dedo, uma gota de sangue caiu sobre o tecido de seda se misturando com a cor vermelha da sua camisola.

_ Foi ele. _ Foi o coração partido.

Disse baixinho para si mesma. Ela voltou e subiu sem pressa a escada, sentou-se novamente por ali, deixando a roseira para trás. Sussurrou baixinho, sugando o sangue que escorria pelo seu dedo:

_ Essa rosa é sensível, mas sabe se defender.

Confusa com seus pensamentos, parecia querer descobrir tantas coisas no seu “eu não sei”. E seu marido a observava de longe, seu olhar estava fixado naquele tecido de seda vermelha que envolvia o corpo da sua amada. Aproximando-se dela, envolveu os braços na sua cintura, e em sua mão estava segurando a rosa sem espinhos para lhe oferecer. Ela também estava sensível naquela manhã, mas tinha ele para amar.

E o dedo machucado pelo espinho? Ela não teve tempo para pensar nisso.

 

 

PLANETA AZUL

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A CURA DO PLANETA ARRET.

O planeta Arret ficava no centro do Universo, era o coração daquele lugar. Ele era muito amigo do nosso planeta Terra. Tudo no planeta Arret era azul: as flores, os animais, as árvores, os rios, os mares, e o seu formato completava a beleza. De longe já se avistava aquele coração azul no centro do Universo.

O planeta Arret era muito generoso, tudo que faltava nos outros planetas vizinhos, Arret era o primeiro a enviar sem medir esforços. Certa vez, nosso planeta Terra ficou totalmente sem água, por causa dos habitantes que danificaram os rios, e suas nascentes. Por ter água em abundância, e com a ganância desmedida de ganhar muito dinheiro, achavam que podiam usufluir da mesma sem medidas, nem cautela. Rapidinho Arret enviou para o nossso planeta Terra uma quantidade imensurável de água azul. A vida na Terra voltou ao normal.

De tão generoso que era, o planeta Arret acabou adoecendo por falta de recursos naturais, que dividia com os seus vizinhos. O desespero foi geral no Universo, todos os planetas fizeram reuniões e incansáveis reuniões, sem chegar em nenhum resultado. 

O nosso planeta Terra, por ser muito amigo do planeta Arret ficou triste, e começou a chorar. Os outros planetas visualizando a cena, choraram, também. E de repente, a mágica aconteceu. As lágrimas que caíam de todos os planetas fizeram o planeta Arret ficar curado, e recuperar todos os seus recursos naturais.

Precisamos sempre uns dos outros. Sejam planetas, ou pessoas. 

NÓ E LAÇO!

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Eu poderia ter escolhido um caminho mais fácil.

Eu simplesmente queria um amor.

Que segurasse minha mão.

Que me apertasse entre seus braços.

E tudo terminasse em um forte laço.

 

Talvez eu deveria deixar você ir.

Eu vou entender se você me deixar ir.

Ontem tudo estava bem.

Hoje algo levou sua memória embora.

Poderíamos voltar quando o encontrei.

Quando você parecia mais feliz.

 

Eu ainda estou aqui, e você nem se importa.

Percorro todo o caminho sozinha.

Se você não quer amor fique com a dor.

Quando eu estiver longe nem lembrarei

Que um dia me machucou

E na alma um nó você entrelaçou!

 

 

 

 

 

 

 

A FARRA DO AMOR

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AMOR DE CARNAVAL!

Carlão, o grande fanfarrão era considerado o gênio da esperteza. Dia após dia desfilava entre as mulheres com a sua beleza, hipnotizando cada uma delas. Qualidades! Ele esbanjava, pois não havia mulher no mundo que o resistia, ainda mais quando chegava a festa tão esperada do ano, a farra de vários dias, uma mulher ou várias para cada dia. Muito vaidoso e arrogante, os seus amigos gostavam dele, mas se afastavam quando estavam acompanhados, por achar que ele era capaz de conquistar as suas amadas. Um belo dia de carnaval Carlão chegou, chegando com sua musculatura definida de academia, sua pele morena bronze, seus olhos verdes, e logo trombou com uma morena daquelas de parar o trânsito, a folia, o que tivesse acontecendo. Ele ficou sem reação, paralisado, sem sair uma única cantada de sua boca, e perdeu a morena de vista.

_ Mas, o que aconteceu com você? Perguntou seu amigo, Zeca

_ Vou atrás daquela Deusa.

_ Ah! Meu amigo, essa você não consegue. O namorado dela é um valentão, vai partir você em dois.

_ Parte você no meio, porque é um palerma. Primeiro vou fazer amizade, ganhar a confiança, e depois você já sabe o que acontece.

Carlão só não desconfiou de um amigo do namorado valentão que escutava tudo, e rapidinho contou ao mesmo. O que exatamente aconteceu não sei dizer, Carlão estava coberto de sangue, e todo dolorido. Acho que ele ganhou foi uma lição, e não um amor. Até porque quem muito quer nada tem.

 

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ABRA A OUTRA PORTA

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Ao abrir a porta seus olhos estão em lágrimas, seu peito apertado, dilacerado pela dor da perda de vidas. Não sei se existe conforto uma hora dessas. Vou pegar na sua mão, e a conduzir para uma outra realidade, sempre terá outra porta para você abrir.  Mesmo nesse momento difícil, olhe para o Alto, e encontre o sol brilhando. Lá de cima virá um novo sorriso, uma nova promessa, um novo jardim com flores perfumadas, borboletas coloridas, sinal de muito amor na vida, e oferece sempre várias portas.

Várias portas.

Outra realidade.

Você se depara com uma porta que lhe causa tristeza, e pode mudar essa visão. Uma outra porta lhe espera com uma visão bem diferente.

Com tanta dor, você fica imaginando a pessoa que se foi atravessando uma porta sombria de ferro, que vai trancá-la para sempre, a morte. O que há por trás dessa porta tão assustadora? Não tente desvendar o que não lhe pertence. Dê o primeiro passo para abrir a outra porta, aquela que o amor mostrou enquanto a pessoa contigo permaneceu, o tempo que com você viveu, sendo o raio de sol que clareava as manhãs  da sua existência.

Deixe os raios de sol continuar inundando sua vida todas as manhãs, abra a outra porta sem medo de ser feliz. Todos vão passar pela porta sombria, mas enquanto não for a sua vez, as lembranças permanecerão vivas em você. A imortalidade de quem atravessa a porta sombria, está no bem e no amor que espalhou no jardim, abra a outra porta pra você ver.